domingo, 17 de novembro de 2013

Devaneios


Como não possuo e não me encontro
e nem sou um,  nem o outro,  ou intermédio
tenho em mim todos os sonhos do mundo e,  nada serei...
minha alma d' oiro, a mona,  agora fuma e bebe e traça a perna
em sobolos rios vão, Maria fui ... Marta talvez
porque,  aqui e agora,  quem manda sou eu.

E quanto mais me escondo mais me avisto, 
os meus olhos são meninos que na estrada andam perdidos: 
a ausência é um estar em mimalma e sangue e vida
mas,  muito senhora da minha vontade.
  
A minha tristeza é sossego, é  corpo, 
corpo encontrando o corpo e por ele navegando 
nestas mãos nocturnas onde aperto os meus dias quebrados na cintura.

É quando o amor morre de amor, divino.
Quantas vezes morremos um no outro.
Hei de morrer de amar mais do que pude.

Não se perdeu nenhuma coisa em mim, continuam as noites e os poentes
O que há em mim é sobretudo cansaço...

Valeu a pena? Tudo vale a pena...
Mas não sei para onde vou...