quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Cyclamen



Solidão.
Hoje sinto-me só. Um nó na garganta instalou-se. Os olhos facilmente escondem-se em águas profundas e turvas que escurecem o olhar.
Não quero chorar.
Olho em volta, procuro o sol...
Apetece-me sentar. Abraçar as pernas em novelo e aconchegar-me em mim, como se tentasse agarrar-me por inteiro, sem deixar de fora qualquer pedaço meu. Tento acomodar-me.
Fecho-me. Tranco-me por dentro. 
Casulo. Concha. Toca. Abrigo. Mantra. Fé.
Hoje sou só eu e só.
Hoje não entra ninguém...