segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Almas Gêmeas


Procuraste-me.
Senti os teus dedos tocarem-me. Tremi. Um frémito percorreu o meu corpo, como uma corda de um instrumento musical. Beijei-te as mãos. São belas. Grandes. Fortes. Fazem-me sentir segura.
 O teu corpo oferece um porto de abrigo, que me envolve e aconchega. Amarro o meu corpo ao teu. 
Numa cadência de ondas suaves somos o universo, o caos e o cosmos, o fim e o princípio, a morte e a vida. Explodimos super nova. Ao redor o silêncio, a paz, a magnitude da criação.
O tempo parou. Uma suave brisa quente murmura nos nossos ouvidos. 
O tempo primordial nos envolve.Estamos onde partíramos.  
Completamo-nos.
Vejo-me nos teus olhos.  Só assim me (re)vejo de facto. No teu espelho gosto do que olho.
Os teus olhos filtram-me, apuram-me, veneram-me.Não me vejo assim... Mas ao ver-me através de ti parece tudo fazer sentido.  Como se fossemos apenas um e eu perfeita.