segunda-feira, 23 de junho de 2014

Vida

Foges-me.
Em vão tento prender-te, segurar-te entre as mãos,
agarrar-te com os meus braços, aconchegar-te ao peito, dentro do meu coração.
Escapas e esvaís-te como fluído transparente, inodoro, vital à minha essência,
sempre presente e omnipotente, que me absorve a existência e o meu ser.
Envolvo-te agora com mais firmeza, numa vontade de dois terços volvidos,
em ânsia de serena e terna quietude.
A ampulheta marca o tempo soberano.
Estás sempre comigo, moras dentro de mim mas... 
eu sei, um dia terei de te deixar partir.
Nesse dia, irei contigo...