quarta-feira, 18 de junho de 2014

Abraço





Dos nós dos corpos surge o abraço,
nasce a ternura, embala-se a esperança 
e se morre de amor.
E o beijo é fruta madura colhida e dada
como dádiva divina de um céu da boca estrela, 
astro-rei onde a língua fecunda a carne
túrgida de frementes notas de suor, 
que escorrem no leito da vida.
Sim... é possível morrer-se de amor.