sexta-feira, 2 de maio de 2014

Concha


Para que fosse tua, 
galguei montes e vales,
atravessei oceanos,
vesti-me de lua.

Para que fosses meu,
cruzaste continentes,
abdicaste de futuros,
horizontes de oriente-céu.

Para que fossemos nós,
ancoramos em porto-abrigo
fecundos amantes, amigo

E em leito que se fez foz,
na nossa concha de arminho
continuamos,  amor, em uníssono.